Uma consulta de EMDR pode durar de 50 minutos a 2 horas, e o tratamento deve respeitar o protocolo idealizado pela sua criadora, que é composto de oito fases. Nas duas primeiras, o especialista deve analisar o histórico, verificar a aplicabilidade da técnica, além de orientar o paciente sobre o programa de tratamento.
Na terceira fase, o foco será o tema a ser processado. O grau de pertubação causado pelo problema também deve ser avaliado. Para esse fim, utiliza-se uma escala denominada Subjective Unit of Disturbance [Unidade Subjetiva de Pertubação], com valores que vão de 0 a 10. A medida permite medir os progressos da terapêutica ao longo do tratamento.
Nas etapas seguintes, inicia-se o reprocessamento por meio dos movimentos bilaterais, que podem ser auditivos, visuais ou táteis, e são executados com ajuda de aparelhos especiais ou manualmente. Conforme o tratamento avança, o grau das sensações desagradáveis deve ser monitorado, até que seja possível identificar o desaparecimento dos sintomas.
Durantes os níveis sete e oito, o terapeuta seguirá com as orientações pessoais, avaliará a eficácia do tratamento, comparará os benefícios obtidos, bem como observará a manutenção do estado de equilíbrio alcançado pelo paciente.
A duração do tratamento depende de cada caso e indivíduo. “Às vezes existe uma queixa específica, mas durante as sessões aparece alguma lembrança que não se sabia ser a causa do problema e precisa ser também trabalhada”, diz a psicóloga clínica Silvia Malamud, do Instituto Sedes Sapientiae.
“Muitas pessoas pensam que a EMDR é um tipo de hipnose ou regressão, e ficam receosas diante dessa nova proposta terapêutica. Mas não é nem uma coisa nem outra”, explicam as psicólogas. “O paciente deve saber que, para tirar maior proveito da terapia, é apenas necessário estar disponível para o processo de cura emocional, além de confiar na metodologia. No mais, é esperar que o próprio cérebro faça seu trabalho”, completa Malamud.
Fonte: UOL